Friday, November 26, 2010
Soneto à la Drummond
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Tania Montandon
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Libellés : poesia
Friday, July 9, 2010
13/06/10 Hell of HEAL, first day
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Thursday, May 20, 2010
Além da imaginação
Enquanto o papel sorria e a pena deslizava entre os dedos
Sacudi a poeira das lembranças mais recôndidas
Encontrei arrepios, sensações extravagantes e suaves
Juntei os pedaços espalhados, sem-sentido
Inventei outro planeta, loucamente impossível
Parada frente aos redemoinhos de ventos frios e cinzas
Cantei com os passarinhos, voei pela imensidão do céu
Peguei um giz de cera e logo colori minhas asas
Adornei com brilhantina e festejei dando gargalhadas
O dia durava meses de muita correria e aprendizagens
Então surgia a noite, que ficava cerca de algumas semanas
Sempre chovia quando a tristeza aparecia
Mas o alegre arco-íris renovava a alma e o ar
E tudo o mais era magia, fantasias reais a encantar
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Tania Montandon
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7:28 AM
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Libellés : poesia
Monday, March 8, 2010
Ilhas
mas no espelho aprendia era calar
cultura do feio expor as emoções
mutilou meia vida, duros arpões
a nota da prova da vida foi
decepção, vergonha da identidade
dilacera a liberdade, corrói
compota de venenos por vaidade
onde estou? onde fui? abismo vil
lá onde carece a paz e o viver
com alegria, vôos altos e esparecer
não, é baixo, treva cega se viu
fantasia azul de lagos em luz
inexiste, sonho que a águia conduz
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Tania Montandon
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3:05 PM
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Libellés : melancolia, poesia, solidao, surreal
Sunday, January 18, 2009
Ano-novo Psiquiátrico

Dia cinza
Com rumores coloridos
Zoneando a fronteira
Noite-dia
Lá fora,
Festas, aquarelas
Modelando esperanças...
Aqui dentro,
Muita chuva de olhos
Tremores de bocas
Feridas de solidão
Por fora
O mundo de foguetes
O bom devir
Aqui dentro
A espera das voltas
Que dará o mundo
E flores resplandecentes
Crescerão na úmida terra
Trabalhada no coração
Se assim os deuses consentirem...
Tania Montandon
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7:44 AM
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Friday, January 2, 2009
Catarse
Da potência que renuncio agora
Da querência que paralisa minh’alma
Da “viruslência” que me tortura a espora
Da dolência no peito que me nega calma
É que derramo estas palavras nervosas
É que reclamo este organismo neurastênico
É que clamo por ajudas vigorosas
É que me denominaria esquizofrênico
Entrego-me de “corpo, alma e coração”
Entrego, de todo, meus órgãos à doação
Só não entrego o teor de minh’emoção
Entrego-me de culpa, carne e sem perdão
Entrego, de todo, meu espírito à purgação
Só não entrego o desvalor de minh’ação
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