Thursday, November 20, 2008




RASCUNHO


Nas pausas de certas letras
Sopram-se ventos sempre incertos
Cantos tidos como todo ausente
Despertar de um certo pensamento

Tramas de um particular presente
Fazem-se distantes de um ponto se tanto
Espalhado aos quatro ventos
De um domínio que se faz encanto

Mas presente sempre insiste
Num pranto qualquer distante
Sempre mudo despertar longíquo
Tramas de um qualquer destino

Jogado ademais sempre urdita espera
A qualquer domínio tem-se a exata aposta
De se perder em postas sem pontas
Sem tecer o retorno calmo eterno manto

Não tendo o que se diz certeza
Tudo fala quanto de poder esparso
No espaço dimensão cindida
Na cena que foge a procurar presença

Espera por uma temporada tida
De vida, pinturas famintas de tintas
Que pintam invernos fortuitos temores
De uma primavera ausência de finitas cores

2 comments:

Tania Montandon said...

escuto as cores no minha visao,
das tramas letradas em pausas,
sentimentos indomáveis ao vento,
tempestades bruscas ao coração,
tecido dos destinos sem alças,
vida tensa sem contentamento.

:)

FRX said...

estou acompanhando seu blog se quiser segue o meu tbm XD


http://exoticlic.blogspot.com/