Monday, August 18, 2008

Sons do dia

O som dos passarinhos vindo de todas as direções levanta a pálpebra de meus olhos apresentando-me o novo dia. Concentro-me no som, a vigília diz: - até mais! Durmo de novo. Nem de cá, nem de lá, dormindo ou acordada ou quem sabe sonhando, recebo o caim! au! au! risk! risk! au au au! na porta do quarto. Algum tempo se passou? Pouco, muito, só impressão? A porta espera e me recebe, tão logo me entrega aos meus cachorros. Onde encontraram tanta alegria?

Os barulhos poluídos dos carros furiosos batem e balançam o vidro da janela do quarto. O ar está ruim pra respirar. A porta me julga. Estou invadindo um mundo a que não pertenço. Barulho é barulho, música é amor, um derramamento do amor que transborda, pois não se tem vontade de cantar quando triste ou chorando. O canto é um lampejo de felicidade, alegria ou um sofrimento sublimado como a música "Flor de Liz" do Djavan. É a vida mostrando sua força de expressão. É mais que estar vivo, é estar vivo alegremente. Passarinho triste não canta!

A música parece representar a sobrevida, o estar vivo com prazer, o aproveitamento da vida. É preciso maturidade para se deixar cantar. Crianças cantam, porém não pensam muito. Quando crescem geralmente páram de cantar. Adultos reaprendem a perceber o mundo através da arte. Quem não presta atenção às sutilezas da vida, perde a melhor parte. A maior beleza não está no extraordinário, está no ordinário. Pegadinhas da vida! ...

13 comments:

@nderson Pinheiro said...

È ...
O SONS SÃO CONSTANTES...
ENCLUSIVE OS DE CARROS E DE CAMINHÃO DE LIXO AKI PERTO DE CASA!
=D

SÃO MUITOS NORMAIS..
o seu blog é,ta massa!
=D

http://radiobagaceira.blogspot.com/

Pedro Junior said...

Mt bom o texto... sobre a música do Djavam é ótimo adoro esse. bom os sons, as músicas em geral é contagiante...

Márcio Ribeiro said...

Bom texto e concordo com você quando fala "Quem não presta atenção às sutilezas da vida, perde a melhor parte". Devemos prestar mais atenção as coisas que não damos tanto valor, nessa vida competitiva, apressada e consumista que levamos, acabamos deixando coisas importantes para trás.

http://comideiaseideais.blogspot.com

Kemp said...

Quem não presta atenção às sutilezas da vida, perde a melhor parte.
Taí um belo pensamento! Gostei muito do seu texto! Sutil e punk ao mesmo tempo!

Bjos e parabéns!

Kemp

Larissa Guimarães said...

Oiii
passando para retribuir a visita!

obrigada pelas palavras carinhosas tb !

vc escreve bem!
parabéns!!!


abraços,

Larissa Guimarães

www.larissaguimaraes.com.br

Odontologia Fama said...

è Verdade quandoO Criança vivemos CantandoO

agora quandoO crecemosS

Deixamos o bom Dá Vida....

e ligamos para coisas Materias

Parabéns pelo post

Euzer Lopes said...

Crianças cantam e não pensam. Quando crescem, param de cantar.
Nossa, foi uma das mais interessantes observações que li sobre CRESCER.
Acho que precisamos sempre deixar a criança dentro de nós cantar. Principalmente quando se cresce.
Aí, talvez entenderemos porque os cachorros são sempre tão alegres.

Márcio Rothstein Bacha said...

Sons que são impossíveis de descrever, sentir já é um bom começo. Faz nos sentir vivo, perceptíveis e conectados. Aprender a ouvir é muito mais glorioso do que saber produzir sons.
Parabéns pelo texto :)

Paulão Fardadão Cheio de Bala said...

Hitler tbm era vegetariano convicto.

jaque said...

verdade, qdo as pessoas ja estao na vida adulta, ficam tao envolvidas no trabalho e coisas materiais que esquecem das pequenas coisas, q podem ser simples, mas sao elas q nos fazem felizes



http://s2simpleplanjg.skyrock.com/

Tati said...

Algumas coisas em seu post é de extrema delicadeza. Uma delas é falar sobre 'Flor de Liz'. Ouvi essa música por acaso nessa madrugada. Mas ouvi prestando a atenção em casa verso... cuidadosamente. Ela realmente é espetacular.
Outra coisa: quando fala de sutileza. Ser sutil é ser delicado. Uma delicadeza que faz falta. Acho que desaprendemos com o tempo a ser sutil.
Música move minha vida. Em qualquer tempo. Em qualquer situação. E gosto de ler posts que falam dela com propriedade.

Paulão Fardadão Cheio de Bala said...

Eu escrevo e canto minhas próprias músicas! (Se bem que na maior parte das vzs, é co-autoria).

Marcio Sarge said...

Isso foi uma ode a simplicidade da beleza.

Que bom que tenha essa sensibilidade!

Beijos