Eu ia pela estrada do acaso
Quando apareceu o carro vermelho
Com as vidraças foscas, jogando água
Nas pessoas da calçada enlameada
Seu jeito tão grosseiro e mal-educado
Cantando pneu e acelerando o máximo
Lá ia o carro, sádico janota
Pequena cena, infantil agir
Atormenta meu pensamento vago
Silenciando o fogo do acaso
Inicia a orgia desenfreada
Selvagens jovens ébrios e mimados
Desfazem a arte do ser e estar
Acaba o gargalhar ao vomitar







